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Política

Pesquisa Quaest revela apoio de independentes a Lula e alta rejeição feminina a Flávio Bolsonaro

Publicada em 29/06/2026 às 03:30h | revistaforum.com.br 

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Pesquisa Quaest revela apoio de independentes a Lula e alta rejeição feminina a Flávio Bolsonaro


Levantamento inédito mostra que um terço dos brasileiros se declara não polarizado e  51% dos eleitores independentes aprovam o governo Lula e 35% das mulheres afirmam não votar em Flávio Bolsonaro



 

Recortes inéditos da última pesquisa Quaest, divulgados neste domingo (28) pelo jornal O Globo, revelam que o governo Lula tem aprovação da maioria dos eleitores independentes, que não se identificam com o presidente e nem com Flávio Bolsonaro (PL) e representam cerca de 1 em cada 3 brasileiros que irão às urnas em outubro. Um outro dado chama a atenção e explica o desespero do candidato de ultradireita com o voto das mulheres após víde-bomba da madrastaMichelle Bolsonaro (PL).

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Segundo a pesquisa Quaest, que foi a campo entre 5 e 8 de junho, a aprovação do governo Lula explodiu entre os “não polarizados” após a revelação do elo entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, pivô do caso Master.

Em maio, 45% diziam aprovar o governo, mesmo índice daqueles que desaprovavam. Já em junho, 51% dizem aprovar, enquanto a desaprovação caiu para 40%. Outros 9% não souberam dizer.

 

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(Reprodução / Jornal O Globo)

 

Eleitorado em disputa

O dado é extremamente significativo por se dar em uma parcela do eleitorado em disputa e vai definir as eleições de outubro.

Segundo a Quaest, 27% dos eleitores de classificam como “nem antipetista, nem antibolsonarista” – os chamados “nem, nem”. Ou seja, praticamente 1 em cada 3 brasileiros ainda fazem parte desse nicho mais volátil do eleitorado, que oscila muito diante da conjuntura política e dos noticiários sobre os candidatos.

A pesquisa mostra ainda que outro 1/3 do eleitorado – 31% – se diz antibolsonarista. O índice é dois pontos percentuais maior que os 29% que afirmam ser “antipetista”. Outros 10% se dizem “antipetista e antibolsonarista” e 3% não souberam se posicionar.

A pesquisa ainda explica o desespero de Flávio Bolsonaro com o vídeo da madrasta, Michelle, que foi meticulosamente produzido para atingir dois públicos essenciais para o enteado: os evangélicos e as mulheres.

Segundo a Quaest, 35% das mulheres dizem ser “antibolsonaristas”. Outros 28% afirmam ser independentes e 25%“antipetistas”. Outras 9% dizem ser contra os dois polos da disputa e 3% não se posicionaram.

 

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(Reprodução / Jornal O Globo)

 

Entre os homens, o sentimento antipetista ainda lidera, embora tenha caído de 37% para 32% nos últimos dois meses. Nesse eleitorado, 29% se dizem antibolsonaristas e 26% independentes – 10% afirmam se contra os dois e 3% não souberam se posicionar.

 

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(Reprodução / Jornal O Globo)

 

Na última semana, após o vídeo-bomba de Michelle, Flávio Bolsonaro bateu o marte e intensificou a busca por uma vice mulher, preferencialmente evangélica, para tentar minimizar a nova cria após o derretimento nas pesquisas pela revelação do elo com Vorcaro.

No entanto, a reação do senador, em escalar a esposa, a dentista Fernanda Bolsonaro, e Daniella Marques Consentino, a “Paulo Guedes de Saias” escalada para coordenar a campanha na área econômica, pode provocar um efeito reverso por comprovar a face machista e misógina do “01” de Jair Bolsonaro (PL).

Além disso, na sexta-feira (26), Alcides Fernandes (PL-CE), pai de André Fernandes (PL-CE) e pivô da crise instalada no clã Bolsonaro em torno do apoio a Ciro Gomes (PSDB), gravou um vídeo reforçando ataques a Michelle. A publicação foi feita um dia antes de os Fernandes se reunirem com Flávio, que confirmou a negociata no Ceará, contrariando a madrasta.

A pesquisa Quaest

Divulgada no dia 10 de junho, a última pesquisa Quaest confirma o derretimento de Flávio Bolsonaro (PL)após a revelação da relação de “irmandade” com Daniel Vorcaro e a submissão a Donald Trump nos EUA. Na frente da disputa, Lula abriu 10 pontos no primeiro turno.

Segundo o levantamento, Lula manteve os 39% de intenções de votos no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro caiu 4 pontos, de 33% para 29%, entre maio e junho.

Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem empatados em terceiro com 3%, seguidos de Romeu Zema (Novo), que tem 2%. Na sequência estão Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP), com 1%. Os demais não pontuaram. Brancos e nulos são 9% e indecisos 10%.

 

Segundo turno

A pesquisa mostra um derretimento ainda maior de Flávio Bolsonaro no segundo turno após o escândalo Master. O filho “01” de Jair Bolsonaro liderava sobre Lula em abril por 42% a 40%.

No mês seguinte, com as trocas do senador com Vorcaro, Lula assumiu a dianteira por 42% a 41%. Na pesquisa atual, o presidente abriu 6 pontos e vence a disputa fora da margem de erro, por 44% a 38%.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 5 e 8 de junho. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

 

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