
Por Redação
Segundo Poder
O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste da Colômbia na manhã de segunda-feira (10) já deixou pelo menos 273 mortos, mais de 3,8 mil feridos e 377 pessoas desaparecidas, segundo o balanço mais recente divulgado nesta quinta-feira (13). As equipes de emergência continuam mobilizadas em uma corrida contra o tempo para localizar sobreviventes entre os escombros.
O tremor, considerado um dos mais devastadores registrados no país neste século, atingiu principalmente a região oeste, provocando desabamentos e graves danos em cidades como Cali, Pereira, Manizales e Quibdó. Casas, edifícios residenciais, escolas, hospitais e outras estruturas foram destruídos ou ficaram comprometidos.
BUSCAS ENTRAM EM MOMENTO DECISIVO
Após mais de 72 horas do terremoto, as operações de resgate entraram em uma fase crítica. Em diferentes pontos atingidos, socorristas trabalham com máquinas pesadas, equipamentos especializados e cães farejadores, enquanto moradores e voluntários continuam ajudando na retirada dos destroços.
Em áreas onde ainda existe possibilidade de encontrar vítimas com vida, equipes chegam a pedir silêncio total para tentar identificar sons vindos debaixo das estruturas destruídas. Em Cali, por exemplo, socorristas seguem trabalhando em locais onde pessoas ainda são consideradas desaparecidas.
Ao mesmo tempo, parte das operações começa a migrar gradualmente da busca por sobreviventes para a remoção de escombros e recuperação de corpos, diante da redução da possibilidade de encontrar pessoas vivas após vários dias sob estruturas colapsadas.
MILHARES DE CASAS FORAM ATINGIDAS
A dimensão dos estragos é ainda maior quando considerados os danos materiais. Segundo informações divulgadas pela Associated Press, quase 12,6 mil residências foram destruídas ou danificadas pelo terremoto. Hospitais, escolas, vias de transporte e outros equipamentos públicos também sofreram impactos significativos.
As sucessivas réplicas do terremoto aumentam os riscos para moradores e equipes de resgate. Mais de 150 tremores secundários foram registrados, dificultando o trabalho dos socorristas e aumentando a insegurança em regiões onde prédios já apresentam danos estruturais.
COLÔMBIA RECEBE AJUDA INTERNACIONAL
O governo do presidente Abelardo de la Espriella, que havia assumido o cargo poucos dias antes da tragédia, declarou emergência econômica e anunciou medidas voltadas à reconstrução das áreas devastadas.
A comunidade internacional também começou a mobilizar recursos para auxiliar o país. O Brasil está entre os países que ofereceram apoio humanitário à Colômbia, enquanto outras nações e organizações internacionais acompanham a situação.
O governo colombiano, porém, passou a ser alvo de críticas pela forma como administrou parte da ajuda internacional oferecida para as operações de busca e resgate. Segundo relatos divulgados nesta quinta-feira, equipes de alguns países tiveram dificuldades ou não foram autorizadas a participar diretamente dos trabalhos de salvamento.
FAMÍLIAS AINDA ESPERAM POR NOTÍCIAS
Enquanto máquinas retiram toneladas de concreto e ferro retorcido, familiares permanecem próximos aos locais de desabamento à espera de informações sobre parentes desaparecidos.
A tragédia deixou bairros inteiros marcados pela destruição, com ruas tomadas por escombros e moradores obrigados a deixar suas casas. Em diversas localidades, o fornecimento de serviços básicos também foi afetado.
O número de mortos ainda pode aumentar, já que as equipes continuam encontrando vítimas em estruturas destruídas e existem pessoas desaparecidas cujo paradeiro ainda não foi esclarecido. O balanço, portanto, permanece provisório.
Com as comunicações ainda irregulares em algumas das áreas mais atingidas, as autoridades afirmaram que pode levar dias para se determinar a extensão total dos danos e o número final de mortos.
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