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Renan Calheiros apresenta proposta para tentar recuperar R$ 117 milhões aplicados pela gestão JHC no Banco Master

Publicada em 26/05/2026 às 08:21h |  

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Renan Calheiros apresenta proposta para tentar recuperar R$ 117 milhões aplicados pela gestão JHC no Banco Master
 (Foto: Reprodução / Internet )


Por Redação 

Segundo Poder

 

 

O senador Renan Calheiros afirmou ter apresentado uma proposta no Senado Federal para proteger e ressarcir os aposentados e pensionistas de Maceió após o escândalo envolvendo a aplicação de R$ 117 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores de Maceió (Iprev) no Banco Master durante a gestão do ex-prefeito JHC.

Segundo Renan, o caso é considerado um dos mais graves entre os investigados pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, da qual ele é presidente. O senador declarou que Maceió foi “a única capital do país” a realizar aporte direto em letras financeiras do Banco Master, utilizando recursos previdenciários de aposentados e pensionistas.  

De acordo com o parlamentar, a proposta apresentada no Senado pretende obrigar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a ressarcir fundos previdenciários públicos atingidos por operações financeiras investigadas ou consideradas fraudulentas. O projeto inclui diretamente os R$ 117 milhões aplicados pelo Iprev Maceió no Banco Master.  

Renan afirmou que o objetivo é impedir que aposentados sejam penalizados por decisões administrativas tomadas sem segurança financeira e sem garantias suficientes. Em declaração pública, o senador afirmou que “quem brinca com o dinheiro dos aposentados precisa responder pelos seus atos”.  

Suspeitas de fraude e assinaturas questionadas

Durante as investigações preliminares, Renan declarou haver indícios de irregularidades graves no processo que autorizou a operação financeira. Segundo ele, assinaturas de integrantes do conselho responsável pela autorização do investimento teriam sido fraudadas.

“O caso de Maceió é ainda mais grave porque não teve autorização do conselho que representa os aposentados. As assinaturas foram fraudadas”, afirmou o senador.  

As declarações ampliaram a pressão política sobre a antiga gestão municipal e fizeram o caso ganhar dimensão nacional dentro das investigações sobre o Banco Master.

Além disso, Renan declarou que a comissão já solicitou documentos, explicações e informações detalhadas sobre toda a tramitação do aporte milionário realizado pelo Iprev.  

Comissão do Senado acompanha investigação

Segundo o senador, a CAE criou um grupo específico para acompanhar os desdobramentos do caso envolvendo Maceió. O grupo investiga não apenas o aporte dos R$ 117 milhões, mas também outras operações financeiras realizadas durante a gestão JHC, incluindo a venda da folha de pagamento da Prefeitura de Maceió ao BRB.  

Renan afirmou que a intenção é aprofundar as responsabilidades administrativas, financeiras e eventualmente criminais relacionadas ao caso.

“Vou até o fim e quero responsabilizar criminalmente uma a uma dessas pessoas que roubaram os aposentados e pensionistas”, declarou.  

PF aguarda autorização para investigar operação

Reportagens divulgadas recentemente apontam que a Polícia Federal aguarda autorização judicial para avançar em uma investigação específica sobre o repasse dos R$ 117 milhões do Iprev ao Banco Master.  

Segundo informações divulgadas, a PF apura possíveis indícios de gestão temerária, fraude documental e irregularidades na aplicação dos recursos previdenciários. O caso de Maceió passou a ser tratado separadamente pelo volume da operação e pelo fato de a capital alagoana ter sido a única capital brasileira a realizar esse tipo de aporte no banco.  

Caso Banco Master ganhou repercussão nacional

O escândalo envolvendo o Banco Master ganhou repercussão após investigações sobre supostas fraudes financeiras, operações de alto risco e problemas de solvência da instituição. O caso passou a ser tratado nacionalmente após ações da Polícia Federal e do Banco Central relacionadas à situação financeira do banco.  

As investigações também passaram a analisar aplicações feitas por fundos públicos e institutos de previdência municipais e estaduais em ativos ligados ao banco. Entre os casos citados estão operações realizadas por fundos previdenciários de diferentes estados e municípios brasileiros.  

No caso de Maceió, a principal preocupação levantada por integrantes da comissão do Senado é o risco de prejuízo direto aos aposentados e pensionistas vinculados ao Iprev, diante da ausência de garantias integrais para esse tipo de investimento.




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