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PF avança sobre investimentos no Banco Master e silêncio de JHC amplia pressão sobre caso do Iprev

Publicada em 12/06/2026 às 00:54h |  

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PF avança sobre investimentos no Banco Master e silêncio de JHC amplia pressão sobre caso do Iprev


Operação que investiga aplicações de fundo previdenciário em Pernambuco reacende questionamentos sobre os mais de R$ 117 milhões investidos pelo instituto de Maceió; cobrança por explicações do ex-prefeito cresce diante dos novos desdobramentos

 

 

Por Redação

Segundo Poder

 

 

A deflagração da Operação Take Over pela Polícia Federal nesta quarta-feira (10) aumentou a pressão sobre gestores públicos envolvidos em aplicações milionárias de recursos previdenciários no Banco Master e trouxe novamente para o centro do debate o caso do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev), que destinou mais de R$ 117 milhões à instituição financeira posteriormente liquidada pelo Banco Central.

 

A operação cumpre mandados de busca e apreensão em Pernambuco e no Rio de Janeiro e investiga possíveis irregularidades na gestão do fundo previdenciário do município de Paulista (PE), responsável por aplicações superiores a R$ 3 milhões em letras financeiras do Banco Master. Segundo a Polícia Federal, existem indícios de que os investimentos tenham sido realizados em desacordo com normas legais e procedimentos de governança exigidos para a administração de recursos previdenciários.

 

Além disso, os investigadores apuram um possível esvaziamento das atribuições do comitê de investimentos responsável pela análise técnica e aprovação das aplicações financeiras. Na avaliação da PF, a situação pode ter comprometido mecanismos de controle e fiscalização dos recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores públicos.

 

A investigação busca esclarecer se houve gestão temerária ou fraudulenta, além da eventual prática de crimes contra a administração pública, contra o sistema financeiro nacional e possível recebimento de vantagens indevidas por gestores responsáveis pelas operações.

 

Embora a operação tenha como foco inicial o fundo previdenciário de Paulista, o avanço das investigações reforça o debate nacional sobre os investimentos realizados por regimes próprios de previdência no Banco Master. Em Maceió, o valor aplicado pelo Iprev ultrapassa R$ 117 milhões, montante muito superior ao investigado no caso pernambucano e que continua cercado de questionamentos.

 

Em meio à crescente repercussão do caso, o senador Renan Calheiros ingressou na Justiça com uma ação popular pedindo o bloqueio de bens do ex-prefeito JHC, de ex-dirigentes do Iprev, do controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e de outros envolvidos nas operações financeiras que estão sob questionamento.

 

Mas, em meio a todos esses acontecimentos, um aspecto tem chamado cada vez mais atenção da sociedade e dos bastidores da política alagoana: o silêncio absoluto do ex-prefeito JHC.

 

Enquanto a Polícia Federal avança em suas investigações, enquanto a Justiça é provocada a analisar responsabilidades e enquanto aposentados, pensionistas e servidores públicos aguardam respostas sobre o destino de recursos que pertencem ao seu futuro previdenciário, JHC segue sem apresentar explicações públicas detalhadas sobre as aplicações realizadas durante sua gestão.

 

A ausência de posicionamentos mais contundentes tem alimentado questionamentos e ampliado a cobrança por esclarecimentos. Afinal, trata-se de um dos maiores episódios envolvendo recursos previdenciários da história recente de Maceió. Não se discute apenas uma aplicação financeira malsucedida, mas decisões que envolveram dezenas de milhões de reais pertencentes aos servidores públicos municipais.

 

No meio político, cresce a avaliação de que o silêncio já não produz os efeitos esperados. Pelo contrário. A cada novo desdobramento, a cada nova informação revelada e a cada nova medida adotada por órgãos de investigação e controle, aumenta a pressão para que o ex-prefeito apresente sua versão dos fatos e esclareça qual foi o papel de sua gestão nas operações que levaram recursos do Iprev ao Banco Master.

 

Com as eleições de 2026 se aproximando, o caso deixa de ser apenas uma questão técnica ou administrativa e assume contornos políticos cada vez mais relevantes. O avanço das investigações, as ações judiciais em curso e as cobranças por transparência mantêm o tema no centro do debate público.

 

Enquanto isso, permanece a pergunta que continua sem resposta e que ecoa entre servidores, aposentados e observadores da cena política alagoana: por que JHC ainda não falou de forma clara e detalhada sobre um dos episódios mais controversos envolvendo recursos previdenciários durante sua passagem pela Prefeitura de Maceió?

 

“JHC tem direito de resposta e o espaço segue aberto para manifestação.”




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