
Senador afirma que eventuais responsáveis por prejuízos ao fundo previdenciário de Maceió terão de ressarcir os cofres do instituto e cobra aprofundamento das investigações
Por Redação
Segundo Poder
O senador Renan Calheiros (MDB), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, elevou o tom nesta terça-feira (9) ao tratar das investigações envolvendo recursos do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev). Em declaração pública, o parlamentar afirmou que os responsáveis por eventuais irregularidades deverão ser identificados, responsabilizados e obrigados a ressarcir os prejuízos causados ao patrimônio previdenciário municipal.
Durante sua manifestação, Renan foi categórico ao defender que os valores destinados aos aposentados e pensionistas sejam integralmente recuperados caso sejam comprovados desvios ou irregularidades na gestão dos recursos.
“Seja quem for o responsável, terá que devolver o dinheiro”, afirmou o senador ao comentar o caso.
Apesar do discurso contundente, Renan ressaltou que não pretende antecipar conclusões sobre a autoria dos fatos investigados, destacando que cabe às autoridades competentes conduzir as apurações e identificar eventuais responsáveis.
O senador revelou ainda ter adotado medidas judiciais relacionadas ao caso. Segundo ele, foi apresentada uma notícia-crime às autoridades e solicitado o bloqueio de bens de pessoas apontadas como investigadas ou ligadas aos fatos sob apuração.
A ofensiva judicial ocorre em meio aos questionamentos sobre aplicações financeiras realizadas com recursos do fundo previdenciário municipal. Além da notícia-crime, Renan ingressou com uma ação popular na qual pede o bloqueio de bens do ex-prefeito de Maceió, JHC, de ex-dirigentes do Iprev, de representantes do Banco Master e de outros envolvidos nas operações que movimentaram R$ 117 milhões do instituto.
Ao defender o avanço das investigações, o senador afirmou que qualquer cidadão ou agente público que possua informações sobre possíveis irregularidades deve encaminhá-las formalmente às autoridades responsáveis, para que sejam analisadas dentro dos procedimentos legais.
O caso segue sob acompanhamento dos órgãos competentes e integra uma série de discussões sobre a gestão dos recursos previdenciários destinados aos servidores aposentados e pensionistas da capital alagoana.