
Por Redação
Segundo Poder
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, no âmbito de uma investigação que apura supostas irregularidades envolvendo investimentos bilionários realizados pelo Rioprevidência em fundos relacionados ao Banco Master.
A operação é um desdobramento da chamada Operação Compliance Zero e investiga movimentações consideradas suspeitas de aproximadamente R$ 3 bilhões aplicados pelo fundo previdenciário estadual em ativos financeiros ligados à instituição bancária. As diligências autorizadas pela Justiça incluíram endereços ligados ao ex-governador e a outros investigados apontados pela PF como peças-chave nas decisões financeiras analisadas.
Segundo as investigações, a Polícia Federal busca esclarecer se houve favorecimento, direcionamento ou descumprimento de critérios técnicos nas operações realizadas com recursos do Rioprevidência, fundo responsável pela previdência dos servidores públicos estaduais do Rio de Janeiro. O foco dos investigadores está na forma como os investimentos foram aprovados, nos intermediários envolvidos e nas garantias apresentadas nas operações financeiras.
De acordo com informações apuradas pela PF, os aportes feitos pelo Rioprevidência em fundos ligados ao Banco Master passaram a chamar atenção devido ao volume elevado dos recursos e à concentração das aplicações. Relatórios técnicos e movimentações financeiras estariam sendo analisados para verificar se houve riscos excessivos ao patrimônio previdenciário dos servidores estaduais.
A investigação também busca identificar possíveis relações políticas e empresariais que possam ter influenciado as decisões envolvendo os investimentos. Integrantes da força-tarefa avaliam contratos, comunicações internas, pareceres técnicos e documentos financeiros apreendidos durante a operação.
A ofensiva da Polícia Federal aumenta a pressão sobre aliados e ex-integrantes da gestão estadual, especialmente após o avanço de apurações envolvendo fundos públicos aplicados em instituições financeiras privadas. Nos bastidores, investigadores trabalham com a hipótese de que parte das operações pode ter ocorrido sem a devida transparência ou sem análise adequada dos riscos financeiros.
O caso ganhou repercussão nacional por envolver cifras bilionárias e recursos destinados à previdência dos servidores públicos do estado. Especialistas apontam que operações desse porte exigem rígidos mecanismos de governança, controle e segurança financeira, justamente para evitar prejuízos aos cofres públicos e aos fundos previdenciários.
A defesa de Cláudio Castro ainda não havia se manifestado detalhadamente sobre os mandados cumpridos pela Polícia Federal até a última atualização do caso. Pessoas próximas ao ex-governador afirmam que ele nega qualquer irregularidade e sustenta que as operações seguiram critérios técnicos e legais adotados pelos órgãos responsáveis.
A Operação Compliance Zero segue em andamento e não está descartada a realização de novas fases da investigação. A PF deve aprofundar a análise do material apreendido para identificar a origem das decisões que levaram aos aportes bilionários e eventual responsabilidade de agentes públicos e operadores financeiros envolvidos nas operações.