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Alagoas

Abadá com marca de JHC usado por investigado em operação contra o Comando Vermelho volta ao centro da polêmica

Publicada em 03/06/2026 às 22:40h |  

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Abadá com marca de JHC usado por investigado em operação contra o Comando Vermelho volta ao centro da polêmica


Preso em operação contra o Comando Vermelho, PTK aparece em bloco com marcas de JHC e da Prefeitura de Maceió.

 


Por Redação 

Agência de Notícias 

 

 

A prisão de Patrick de Almeida Silva, conhecido como PTK, durante a Operação Morro do Alemão, realizada nesta quarta-feira (3), trouxe novamente à tona imagens que mostram o investigado utilizando abadás estampados com a marca “JHC” e o logotipo oficial da Prefeitura de Maceió durante eventos carnavalescos na capital alagoana.

Os registros são de um bloco denominado “Tropa do PTK na Folia” e passaram a circular com força nas redes sociais após a divulgação da operação coordenada pelas forças de segurança de Alagoas. Nas imagens, os materiais promocionais do bloco exibem marcas associadas à gestão municipal da época, fato que passou a gerar questionamentos e debates no meio político.

De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL), Patrick de Almeida Silva é apontado pelas investigações como integrante do Comando Vermelho. A apuração também sustenta que ele teria sido escolhido por José Emerson da Silva, conhecido como “Nem Catenga”, apontado como uma das principais lideranças da facção no estado, para disputar uma vaga na Câmara Municipal de Maceió nas eleições de 2024.

Segundo os investigadores, a candidatura teria como objetivo ampliar a influência do grupo criminoso em espaços políticos institucionais. As suspeitas fazem parte do conjunto de informações reunidas durante a investigação que resultou na deflagração da operação desta semana.

As imagens do bloco carnavalesco ganharam repercussão porque, conforme relatos divulgados pelas autoridades, PTK já era alvo de investigações relacionadas ao tráfico de drogas quando participou dos eventos em que apareceram as marcas vinculadas à administração municipal.

A repercussão do caso reacendeu questionamentos sobre a presença de pessoas posteriormente investigadas por organizações criminosas em ambientes políticos e eventos patrocinados ou apoiados por estruturas públicas. Até o momento, as investigações seguem em andamento e os citados têm assegurado o direito à ampla defesa e ao contraditório.




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